Dicas

POSSO LEVAR MEU DOG NA PRAIA OU NÃO?

13 de abril de 2019

Saiba Tudo Sobre Leis e Cuidados

Todo mundo sabe que eu e Nina amamos uma praia, mas é preciso estar por dentro das regras e leis municipais de cada cidade, cuidados dos dogs a exposição ao sol, e sal do mar.

Nesse post darei algumas dicas para dogs em relação a praias, as leis que precisamos observar e os cuidados principais para que você e o seu dog curtam um passeio maravilhoso e sem dor de cabeça.

Posso levar meu cão?

Bem…tudo depende, e antes de qualquer coisa é preciso saber que a praia esconde alguns perigos para a saúde do seu pet, como otites, queimaduras, desidratação, ingestão de restos de comida ou animais próprios da praia (peixes, crustáceos, etc.), mas esses riscos podem ser evitados com os cuidados certos. Outra coisa importante são as leis, que variam não só de acordo com o município, mas também de praia para praia. A principal dica aqui é: Pesquise! Antes de viajar com seu cão, procure saber sobre as leis locais e regras das praias do município na qual você está ou vai viajar, faça um planejamento que inclua as necessidades do pet, pois se você levar o cachorro para uma praia onde a presença dele não é permitida, você pode receber uma multa.

Leis no Brasil quanto a circulação de animais em praias.

Aqui no Brasil a permissão ou proibição dos cães em praias não é regulamentada numa lei federal, então cada município faz suas próprias leis quanto a isso. A maioria proíbe, mas essa questão gera muita controvérsia, uma vez que as próprias autoridades relacionadas aos animais reconhecem que a praia é um espaço natural e público, logo os animais tem tanto direito de frequentar quanto nós.

Um dos argumentos usados para essa proibição, em Salvador, por exemplo, é relacionado à saúde pública e humana, e faz parte de uma lei criada em 1999 proibindo animais em praias, parques e praças. Como a relação entre cachorro e humano mudou bastante nesses 20 anos, em Salvador já existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), de 2004, assinado por Ongs de proteção animal e o Ministério Público, que permite o trânsito de animais domésticos desde que tomados os devidos cuidados pelos tutores, e de animais de rua acaba sendo mais complicado, porque os órgãos públicos deveriam agir como tutores e cuidar da vacinação, vermifugação, castração e outros cuidados.

No Rio Grande do Sul, os municípios de Torres e Tramandaí proíbem a circulação dos pets, com risco de multa e de apreensão do animal :(. No estado de São Paulo, também é proibido em Santos, no Guarujá e em São Vicente, a não ser que se consiga uma autorização prévia do órgão responsável. No Balneário Camboriú, SC, é permitida apenas a presença de cães-guias nas praias, mas em Florianópolis tem sido discutida a demarcação de lugares “pet friendly”, que são lugares onde os animais são bem-vindos e tem uma estrutura apropriada para eles.

Enquanto essa demarcação não for feita a nível nacional, o que precisa ser feito é o que eu falei antes, pesquisar bem antes de viajar, e quando for levar o pet, tomar os devidos cuidados com a praia, as pessoas e com o animal em si.

Cuidados com o dog na praia

Apesar de ser liberado pela maioria dos veterinários, levar o pet para a praia exige muitos cuidados, e se você não puder cumprir com todos eles, talvez seja melhor não levar. Isso porque a combo calor excessivo + sol + umidade + sal + areia pode ser muito prejudicial ao cachorro, podendo causar lesões na pele, coceira, otites, danos aos olhos, como conjuntivite, e doenças transmitidas por mosquitos ou por outros animais não vermifugados. Além de precisar conhecer bem o dog (porque se o seu cão não for dócil ou não te obedecer, é melhor não arriscar levar ele à praia), as dicas para evitar danos ao pet são as seguintes:

  1. Fazer um check-up, para ter certeza de que o dog vai e volta bem da viagem, não se esquecendo de colocar as vacinas em dia, vermifugar e levar a documentação para comprovar o estado de saúde do cão durante a viagem, caso necessário.
  2. Identificar o cachorro com uma coleira que tenha seu contato, isso é muito importante. Também é bom usar uma coleira com peitoral, pois em um caso de emergência você não vai machucar o cão se precisar puxar da água, por exemplo.
  3. Levar saquinhos para recolher as fezes do animal (e usar rsrs!).
  4. Cuidados com a água salgada e restos de comidas, plantas venenosas, animais, etc., pois a ingestão pode provocar vômito, intoxicação e até problemas mais graves.
  5. Sombra e água fresca, assim como você, o seu dog precisa se manter hidratado e disposto, e para isso, é essencial ter um espaço em que ele possa descansar, de preferencia na sombra, além de levar bastante água para ele.
  6. Protetor solar: se não tiver jeito, pode usar o de humanos, mas o próprio para cachorros é melhor, pois ele é mais “grosso” e mais amargo que o nosso, que evita que o cão tire a camada com lambidas. Passe bastante, principalmente nas áreas mais sensíveis, como focinho e orelhas, e fique atento ao rótulo para a reaplicação. No fim do dia dê um banho no pet para remover todo o sal e areia.
  7. Não force o seu pet na água, pode ser que ele não queira entrar na água e nadar. Você pode estimulá-lo entrando na água e convidando o pet, mas não o force em qualquer hipótese, ou você pode acabar traumatizando o bichinho.

Ainda falando sobre água, algum animal não tem estrutura para nadar, então tenha muita atenção. Cães com o focinho curto, como o Buldogue Inglês, Buldogue Francês, Boxer, Pequinês, etc., não conseguem manter a cabeça fora da água por muito tempo e correm riscos de afogamento se não estiverem usando um colete salva-vidas. Já os cães com pernas curtas, como o Pug, Basset, Havanês, Pequinês, etc., podem ter dificuldades para o exercício físico do nado por muito tempo. E os cães com orelhas caídas, como o Beagle, Basset, Cocker Spaniel, etc., tem uma tendência bem maior a acumular umidade nas orelhas e desenvolver uma otite, por isso, talvez seja melhor que os dogs com essa característica não entrem na água. E para todas as raças, nunca deixe o seu cão sozinho na água, pois, mesmo que ele saiba nadar, pode ter uma corrente forte ou até mesmo o contato do cão, seja com outras pessoas ou animais, tem que ser observado.

“Felizes os cães, que pelo faro descobrem os amigos” – Machado de Assis

Por: Beth Crisko

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